Eu não sei porque, mas parece que já não nos sobra tempo como antes, que ficamos ocupados de mais para fazer, ou lembrar, das coisas que fazíamos, principalmente das coisas mais simples. hoje tento me lembrar de como eramos à tempos, triste sina essa a nossa.Tento sentar na sacada e olhar o por do sol, fotografar as crianças brincando na rua, deitar na rede e olhar o sol, comer cereal e falar as besteiras que falávamos.
Faz tempo que não me lembrava de como eram bonitas essas coisas, de como me faziam bem. É realmente triste que não consigamos levar nossa vida sempre e cabeça erguida, sem que a rotina e a depressão que a rodeia nos dominem também. Tenho encontrado nestas coisas simples que lhe falei, uma forma de escape pra não me deixar ficar careta demais. Tento escrever, falar, pensar, sentir como antes, mas já não sou capaz. Uma saudade e uma tristeza forte tomam conta de mim quando penso nesta situação, bom era o tempo em quem alguma bebida e uns amigos satisfaziam a minha necessidade de felicidade.
Sinto saudades de tudo, mas principalmente de como éramos, falta paciência, falta bondade, falta amor e coragem, falta tanta coisa que aflige, me machuca.
Sobram os medos. Medo da indiferença, da falta de assunto, medo de alguem se levantar, medo de me erguer, medo de ser clichê, medo das musicas ficarem todas iguais, medo de ser igual, de acordar cedo todo dia, de fechar o ultimo botão da camisa e por uma coleira listrada para demonstrar seriedade.
Tento, mas já não sou suficientemente capaz de voltar a ser o que era, de voltar a pensar com o que a gente tem dentro do peito.
Por Guilherme Fiordomo
